Qualquer pessoa bem informada conhece uma coisa chamada avanço tecnológico. Sabe, também, que desde os primórdios o homem procurou desenvolver inventos que facilitassem o seu trabalho que, inicialmente era todo feito com o uso das mãos auxiliado por instrumentos feitos com pedras.
Observemos realidades mais próximas:
Não faz muito tempo, havia necessidade de mão-de-obra para cortar lenha, transportar lenha e vender lenha. Com o advento do fogão a gás, essa mão-de-obra deixou de existir.
Existia o alfaiate. Com o advento das máquinas automáticas que recortam e costuram milhares de roupas, em série, em alta velocidade, acabou esta profissão. As pessoas encontram roupas prontas, nas suas exatas medidas, em lojas, à vontade.
Hoje compramos e pagamos uma passagem aérea, pela internet, sem necessidade de usar nenhuma mão-de-obra humana. Já chegamos ao aeroporto e vamos direto para o “check in”.
Quanta e quanta mão-de-obra humana deixou de existir, por conta da internet, da máquina de lavar e de secar roupas, máquina de lavar louças, máquina de passar, máquina de fazer pão em casa, vaporeto, facas elétricas... etc. etc. etc.
Os exemplos são inúmeros e não é necessário eu relacioná-los, porque qualquer leitor sabe identificá-los, facilmente, e não é preciso concordar ou deixar de concordar comigo, para perceber a razão do que eu escrevo.
Queiram ou não os demagogos, a mão-de-obra humana vem sendo substituída pela máquina e pela tecnologia, cada vez mais, e é impressionante o que aparece a todo momento, nas feiras UDs, no mundo todo.
Nem guarda de trânsito é mais preciso para multar, porque a tecnologia das câmeras está aí para alimentar a indústria das multas, a mais vergonhosa prática de extorsão governamental que já se viu.
Mas... E daí?
Como podem subestimar tanto a inteligência da população, embora a grande maioria do universo populacional é constituída por pessoas de inteligência atrofiada, sem capacidade de observar e discernir, a ponto de enxergar uma realidade desta?
Esta coisa chamada “povo”, no Brasil, que é vista somente como eleitor, não faz o menor esforço em sair da burrice e, por conta disto, os canalhas deitam e rolam, fazem o que querem, e se perpetuam no poder.
O desemprego em massa é uma realidade proporcionada pela tecnologia, mas agravada pela demagogia, em nosso País.
A estupidez e a palhaçada dos sindicatos e das leis trabalhistas
Nenhuma criatura humana, imbuída de princípios morais elevados e possuidora de princípios elementares de justiça, pode ser contra as iniciativas que coíbam a exploração do trabalhador, o trabalho excessivo e sem descanso, nem qualquer tipo de trabalho escravo.
Mas, também, governo nenhum, de país sério, estabelece esquemas para proteger vagabundos e ladrões, qualificando-os como “trabalhadores brasileiros”, estimulando-os a continuar na vagabundagem e na prática da desonestidade, blindados por legislação demagoga e politiqueira.
Qualquer pessoa sensata sabe, sim, que ainda existem empresários que são seres humanos de nível espiritual atrasado, que ainda se comportam como senhores de engenho, movidos pelo orgulho e a prepotência, se achando no direito de humilhar os seus empregados, de explorá-los, e só não levam alguns para serem chicoteados porque sabem das conseqüências que terão no país de hoje.
Mas daí a considerar que todos os empresários são assim, que estão nesse nível espiritual, que exploram empregados e que os tratam como nos regimes de escravidão, há uma diferença muito grande.
Esta é a realidade do Brasil, onde sindicato passou a ser uma indústria para muito líder vagabundo ganhar muito dinheiro, sem o menor compromisso com a verdadeira JUSTIÇA.
| O Brasil é um país que protege ladrões e vagabundos, sob o rótulo generalizado de "trabalhadores", mas não tem qualquer incentivo para o verdadeiro trabalhador, aquele que é honesto, digno, decente e produtivo. |
Somos um país onde, para a legislação trabalhista e para os sindicatos, todos os empresários são considerados bandidos, exploradores e verdadeiros inimigos daqueles que eles chamam de “trabalhador brasileiro”.
Não há discernimento e o mínimo de inteligência para discernir o que é joio e o que é trigo.
Sistema trabalhista digno, honesto e inteligente estabelece-se em padrões que estimulam, protegem, defendem e estimulam o trabalhador honesto, competente, digno, produtivo e eficiente, para que esse tipo de comportamento seja imitado por todo mundo, ao mesmo tempo adotando posturas enérgicas, duras e punitivas ao trabalhador ladrão, safado, enganador, preguiçoso e desonesto, para que este modelo de comportamento não seja mais repetido por ninguém.
No Brasil não é assim.
Qualquer bandido pode faltar ao trabalho e apresentar atestado médico fajuta, que os seus “direitos” estarão garantidos, pela proteção do sindicato e da ultrapassada e inconseqüente CLT.
Se quiser roubar uma empresa, pode roubar a vontade, sem preocupações, na certeza de que terá sempre um advogado para dizer, na “justiça” do trabalho, que o patrão está mentindo, quanto a alegação de roubo, e que o pobre coitado do trabalhador indefeso está sendo vítima de perseguição.
O empresário tem que provar tudo, o empregado, mesmo sendo ladrão, não precisa provar nada.
Ande de taxi, em São Paulo, por exemplo, e experimente pedir o recibo ao motorista. Você sempre vai ouvir: “Quer o recibo no valor real, ou quer a mais?”.
Caracteriza-se aí o número incontrolável de roubos, que as empresas não têm como coibir e que o sistema sindical finge que não sabe.
O mesmo ocorre com recibos de restaurantes ou qualquer outro, neste que é o país do superfaturamento, sempre praticado para roubar alguém e muita gente finge que não vê.
Com o andar da dessa onda, a qualquer momento aparecerá algum para propor, no congresso, que o “trabalhador” tenha férias no mês do seu aniversário; depois virá outro para instituir o 14º salário, em julho, depois outro para argumentar que o “trabalhador”, marido da mulher que acabou de ter neném, também deva ficar em casa, 6 meses, sem trabalhar, porque ele também acorda de madrugada com o choro do bebê. E a empresa que se lasque.
A chamada “justiça do trabalho” é uma instituição constituída por magistrados bem intencionados, porém legislando em cima de um código estúpido, ultrapassado, desatualizado e extremamente pautado na demagogia e até na proteção a bandidos.
É, por conta disto, uma das maiores responsáveis pelo elevado índice de desemprego no país, embora muitos fingem que não vêem.
A burrice da coisa trabalhista no Brasil chega a uma estupidez tão grande, a ponto de contrariar a lógica da Física e da Matemática.
Qualquer ser racional sabe, por exemplo, que só se pode retirar água de uma torneira, se entrar água na caixa d’água, que a alimenta, não é verdade? Isto é óbvio e indiscutível.
Alguém consegue realizar o milagre de obter essa água, sem a alimentação da caixa?
No sistema trabalhista brasileiro esta racionalidade não existe. A figura do empresário tem que fazer milagre, de qualquer maneira, para pagar, tenha ou não tenha dinheiro, ele que se dane.
Se uma pequena empresa é assaltada, por exemplo, sendo roubado todo o seu dinheiro, o sistema trabalhista diz a ela: “Quero que você se lasque, dê seu jeito para arrumar dinheiro para pagar o seu funcionário, sob pena de acabarmos com a sua vida”.
Não importa se ela é vítima de enchente, desabamento, incêndio, queda nas vendas, vítima de concorrência desleal e até roubos praticados pelos seus próprios funcionários. Dane-se! Não importa se tem água na caixa d’água, porque na torneira tem que sair, de qualquer jeito.
A coisa chega ao extremo da estupidez.
Veja como a coisa se processa na “justiça” do trabalho:
Se um “trabalhador” brasileiro entra com uma ação contra alguma empresa, dizendo e alegando o que quer e bem entende, esse pode se dar ao luxo de faltar a audiência, sem problema nenhum. Basta entrar novamente, sem maiores preocupações. Mas se o empresário faltar, ou chegar, um minuto sequer, atrasado, mesmo por força maior, é condenado à revelia, sem poder, NUNCA MAIS, recorrer, sem qualquer direito de defesa, porque não pode mais falar nada.
Se um “trabalhador” (mesmo sendo ladrão) perder uma ação, o que é raro, ele poderá recorrer, tranquilamente, sem precisar gastar nada, mas se o empresário perder, para recorrer ele tem que pagar caro, tenha ou não tenha dinheiro, mesmo que tenha sido roubado e perdido tudo.
Na visão sindical e da legislação trabalhista, qualquer cidadão brasileiro que tiver um CNPJ, necessariamente é rico, está muito bem de vida, tem muito dinheiro investido em banco, é possuidor de grande patrimônio, vive em mansão e nunca está sujeito a problema nenhum.
Na verdade, dar emprego a alguém no Brasil, hoje, é uma bomba de efeito retardado.
Qualquer assassino, traficante ou praticante de crime hediondo tem todos os direitos de defesa, no Brasil e, caso seja preso, pode até, ao cumprir 1/6 da pena, ser libertado. Veja os esforços dos advogados da Suzane Von Richtoffen para colocá-la em liberdade (não duvidem se ela for solta, os assassinos da filha da Glória Perez foram), vejam o Pimenta Neves, assassino confesso da Sandra Gomide, livre e solto; até os assassinos Nardonis, que foram julgados recentemente, tiveram direito de defesa... mas, para empresário, no Brasil, não tem defesa nenhuma, ele é perseguido eternamente, tudo o que tem será subtraído e que se dane ele e sua família, que também são brasileiros.
Quem é que vai querer dar emprego, neste país, diante de tamanha realidade?
Você já percebeu a quantidade de partidos que utiliza-se, nas suas denominações, as palavras "trabalhista", "trabalhador" e "trabalho"? Existe melhor estratégia para correr atrás do voto?
Infelizmente, vivemos num mar de demagogia e hipocrisia, onde a estratégia de ser “bonzinho” para as maiorias é algo que não se pode abrir mão, uma vez que quem elege é maioria, sempre. Que se dane a honestidade, o bom senso, a Justiça, a dignidade e a coerência, o que querem e o brasileiro, enquanto eleitor mal informado.
Por:
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas, Escritor, ator, profissional de televisão.
Criador da idéia do Partido Vergonha na Cara - www.partidovergonhanacara.com
alamar@redevisao.net
alamar@redevisao.net
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